sexta-feira, 1 de julho de 2011

Chico Buarque descobrindo pela internet que também é odiado. Deu no Estadão

Rio, 24 de Março de 2012, quase um ano depois.
Surpreendente os acessos a este post, que ratificam sua atualidade: a igrejinha buarca escandalizada e revoltada com tamanho rombo em sua burra unanimidade. 
O primeiro irmão da cultura também não engana 100% 
e seus prêmios atravessados politicamente refletem as mazelas do circuitinho oficioso desta mesmice atual que  atende como mpb: mumias ressequidas e robôs teleguiados amorfos.

01/07/2011 - 10:35
Enviado por: Danilo Gomes da Silva
Chato demais. 
Sempre pareceu velho cantando, mesmo quando era moço, aquela vozinha de velha coroca igual à do Caetano Veloso. Eu escutava aquilo, comparava com os antigos discos do meu pai e me perguntava se o ouvinte brasileiro estava condenado a ser sempre jeca daquele jeito. Só fez copiar os músicos que vieram antes dele. Em plena era da eclosão do rock deflagrando uma revolução musical e comportamental no planeta, foi um retrocesso o aparecimento de um jovem como aquele, engomadinho, com cara de elite, cantando aquelas musiquinhas batidas e aquelas poesias conformistas e cafonas. O público, como sempre, se acostumou àquilo, mas parece que ele deve ter começado a beber e aí, sim, tentou uma guinada contestadora. Mas suas bases intelectuais sempre foram elitistas e nunca o permitiram tirar o pé da lama enfeitada que o sustentou. Suas comunistices são todas de fachada, assim como costumam ser todos os brasileiros desta falange, que só fizeram exercer a repressão cultural sobre a juventude de forma a mantê-la sob o cabresto ideológico que os permitiram tirar dividendos e fazer proselitismo de suas diatribes contra a ditadura. No fundo são todos farinhas do mesmo saco jogando a mesma partida, um sustentando o outro, e todos na corrida do ouro. Até hoje. E vamos continuar escutando estas lamúrias cada vez mais anêmicas, amorfas, em forma de música. As solteironas, as psicólogas, intelectuais sem praia na pele, sem suingue nas cadeiras, as mal-amadas, as mal-casadas e todas as correligionárias, agradecem este alento. Haja saco. A ala das múmias do Museu Nacional está se preparando para a chegada de grande quantidade de compositores da MPB que em breve abarrotarão aqueles sinistros aposentos. E já terão ido tarde.

4 comentários:

  1. 01/07/2011 - 15:49
    Enviado por: jader
    O comentario do Danilo G Silva, foi a melhor coisa que eu já li ,
    perfeito parabens ,
    conseguiu com argumentos precisos por a nú a trajetória do cantante.
    Jader
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    1. Esta é também uma compilação de um comentário do comentario postado no Estadão, idem idem. Quem enviou foi o Jader. Aquele?

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  2. Chico Buarque é um boçal bêbado que deu certo, ou para as pessoas adequadas.

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  3. Uau, Dona Erleny! Por aqui também? Mas que coisa boa! A Senhora é tão espirituosa! Cuidado que as múmias podem te acordar à noite puxando pleos teus pés. A múmia Chica, que eu não diria boçal (por ter amelhado seu teritório e o butim conforme suas conveniências em vida, posto que este foi o estilo que resolveu navegar), mas antes, oportunista. Quanto a dar ou comer, me conte esta história mais datalhadamente. Meu blog vai adorar. Obrigado pelo seu comentário.

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